O problema é que os meus pais só vêem aquilo que eles estão a fim de ver. Quando estão mais animados, participam das minhas alegrias e se mostram afetuosos e compreensivos. Quando estão tristes, ficam afastados e me evitam como se eu tivesse uma doença contagiosa. Minha mãe diz que eu sou uma mosca-morta, que ouço música de cemitério e que minha única diversão é me fechar no quarto para ler 'isso ela não diz, mas eu percebo pelo olhar dela'. Meu pai não sabe de nada sobre o modo como passo os meus dias, e eu não tenho nenhuma vontade de contar para ele . Sinto meu corpo arrasado e pesado, inacreditavelmente pesado. É como se alguma coisa muito grande tivesse caído em cima de mim e me esmagado. Não me refiro à dor física, mas a uma dor diferente, por dentro. Às vezes os caminhos tortos também podem ser certos, e vice-versa. O importante é a gente seguir a gente mesmo e os nossos sonhos, porque só assim pode dizer que escolheu o melhor.

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